quinta-feira, 15 de abril de 2010

amizade. cautela.

Há rumores que eu me fechei para pessoas novas. Há rumores que eu fico na margem agora. Há rumores de tudo que é tipo sobre a muralha que eu criei - se é que criei. Só que a verdade é uma: me deixa louca gente que era próxima do outro demais, tudo denso. Grande. E depois, sem mais nem menos acabou. Foi embora.

Por isso acredito que me tornei tão cautelosa. Pra eu me entregar a uma amizade agora, eu preciso confiar, eu preciso ter a sensação que não tou lidando com gente de coração leviano. Gente que, na próxima semana vai encontrar algo melhor pra fazer. Ou que eu mesma decida que existe algo melhor pra fazer. Gosto de muitas, mas amo pouca pessoas. Conto no dedos, mas é amor demais. Sofro com ausências, distanciamentos e se do outro lado não é recíproco, eu paro e penso: pra quê? Esgota. Perder tempo com o raso, improdutivo, cansa. Me afeta todos esses vazios das pessoas. Me afeta as conveniências, por isso as abandonei tem algum tempo.

Se há necessidade da amizade, que seja firme. Forte. Não preciso de 'amigos' por tabela, nem de milhares de amigos de temporada. Preciso de presença, cumplicidade, verdade. Amigo que mesmo com todos os defeitos eu possa estar ali, que eu não fuja nos primeiros erros. Que eu enxergue o lado escuro - que todo mundo tem - e continue ao lado. E o mínimo que me cabe a desejar é que a recíproca seja verdadeira. Se não for: pra quê, então?

10 comentários:

Tay disse...

Concordo cm vc.Depois de tantas decepções passei a ser exatamente assim:cautelosa.Prefiro assim,e confesso que passei a ser muito mais feliz!
bj...

Leni disse...

Concordo com você também. Passo ou passeipor tudo isso que relato a você. Um amor de um ano emeio queacabou do nada não tem explicação,não se sabe se é amor. amizades, hoje, tenho a escolher a dedo, como voce mesma disse. Pessoas são levianas, só se importam com elas, só pensam nelas. Por isso hoje me excluo, me retiro, e fico a observar essa gent toda. Encenando tanta falsidade e sem vergonha na cara de mentir a si mesmo tanta coisa. Amigo de verdade cnsidero só aqueles quese chamam pai e mãe. Espero que você consigo sair dessa "fossa" e consigo achar algo recíproco. Não disperdice nenhuma oportunidade de amigo nova, seja esse amigo de vez enquando, de sempre, de quase nunca, mas aproveite. Você tem a aprender uma coisa com cada um deles. Nem que seja pra saber que pessoas são tudo isso que você relatou! Boa semana

Leonardo Xavier disse...

Eu acho que existem amizades e amizades, alguns podem durar mais, outras menos, umas podem ser apagadas pela distância, outras não. No entanto eu acho que se a gente não se permitir conhecer pessoas novas, muitos mundos diferentes deixaram de se abrir para nós.

- | circunstâncias circunscritas | - disse...

Ter ou nao ter amigos. Eis a questao. Mas mesmo assim prefiro te-los, pois infelismente nao vivemos sozinhos. As vezes depositamos tanto amor nos nossos amigos que com o tempo, percebemos que nada disso valeu. Porem, é sempre assim e sempre sera assim. Infelismente.
Abraços.
Por Lawrence Tayller

Michele disse...

Está certíssima, Van!
De que adianta ter aqueles sentimentos exagerados se nenhum dele sse aprofunda, persiste? Também tenho pouquíssimos amigos (não chega a cinco), mas com eles eu sei que posso sempre contar! E é isso que importa, não? Alguém com quem você consegue criar laços indissolúveis, que você sente que realmente tudo o que carregam um com o outro é para sempre!


Um beijo bem grande, querida!
Bom fim de semana!

Jacqueline Soares disse...

-'.
"E ela não passava de uma mulher... inconstante e borboleta."
Clarice Lispector

Te amo!

kilder disse...

Olha...hoje passei uma situação, coinscidência ou não, uma palavra dita na hora errada dói mais que um tapa. Fere a alma, melhor não ter amigos do que ter amigos "pela metade".
boa sorte.

.Intense. disse...

Como diria Caio F., os amigos a quem você pode ligar as 4h da manhã e falar durante horas: sou mais os poucos e bons, do que muitos e médiso. Nada morno me convence.

Surpreendentemente, o azar que dou no amor (!), é o inverso com os amigos: tenho os melhores, maiores, mais malucos, carinhosos e com brilhos nos olhos. Pessoas que nunca me deixam e, que eu tento tb nunca deixar. Não é isso o bom de amigos?

;)

(Obrigada pelos coments carinhosos no blog, Van. E, sim sim, a Yasha me mandou aquele texto do Caio F. uma vez. Hj ando com ele impresso, pra todo lado, pra ler qdo a dor dói mais...)

;)

Bruna Trindade disse...

Em função de tudo isso- não me conto pra ninguém. Chega uma hora que cansa expôr o que só é considerável para nós mesmos.

E com isso não quero dizer que não tenho amigos. Uns poucos e bons são bem-vindos. Bem poucos e muito bons!

Naraiana Costa disse...

Concordo sobre o que se espera de um amigo hoje em dia, e não se encontra.
Porém... se a gente não arrisca, pode perder a chance de encontrar pessoas legais, verdadeiras, sinceras.
Confiar já é uma permissão sua. E errar na escolha é um aprendizado. Se relacionar é aprendizado. Sabe que em comunicação a gente tem uma matéria que estuda os relacionamentos, e tô entendendo como o ser humano é complexo. O outro tem que suprir todas as nossas necessidades. Caso contrário, gera insatisfação.

Dá pra tentar. Com cautela.