. Ao meu pequeno .

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

"Eu sei e você sabe, já que a vida quis assim, que nada nesse mundo levará você de mim."

Hoje no caminho de casa, depois que desci do ônibus, pensei: E se eu não voltasse pra casa hoje, nunca mais? Juntamente veio que tenho medo da morte, muito mais de não saber como vai ser com quem vai ficar aqui. Daí lembrei de você, meu pequeno. Pensei que se eu não voltasse nunca mais pra casa, você ia perguntar, igualzinho quando durmo fora de casa: Vovó, cadê tia Vanessa? E isso me doeu tanto. Meus olhos encheram de lágrimas, como tá acontecendo agora.
Você ainda não entende a morte, meu amor, mas já sabe sentir saudade. Saudade é quando você olha no quarto, na casa, nota minha ausência e quer saber por onde ando. E saudade também é quando às vezes venho correndo no caminho, pra ver se ainda te encontro acordado. E como quase nunca acontece, não deixo de ir te ver dormindo, protegido do mundo.

Com amor,

Titia



Ao meu sobrinho mais velho de 2 verões.

. Das expectativas .

domingo, 8 de novembro de 2009

Nessa semana começam dias decisivos pra mim. De expectativas. Sempre sofri com expectativas, com as que criava, muito mais com as que as pessoas criavam pra mim. E agora tou assim de novo. Medo de não corresponder quem acredita em mim. Medo do caramba de não conseguir ser o que pensam que vou ser. Sei lá, dá nervoso, medo, ansiedade. Mas sabe o que tou aprendendo e acho que é coisa de gente grande? A expectativa tem que ser minha. Do tipo: Eu vou ser o quer? O que eu quiser, oras.

Se eu penso em fazer jornalismo, pouco me interessa quem esperava que eu fosse tentar enfermagem, direito. Pouco me interessa se eu quero marketing, e quase ninguém sabe ao menos como se chama um graduado na área. É assim que quero, perder o medo de que as pessoas me amem menos porque eu não fui, nem fiz aquilo que elas acreditavam que faria. Até porque, se amar menos, é porque não tem que tá aqui na minha vida, não veio pra preencher. Quem mais ama, aceita as escolhas, mesmo que discorde. Essa maneira de pensar é tão madura, mas o processo é tão doloroso.

É preciso olhar pra mim, ter coragem de me enxergar e coragem de assumir quem sou, independente de alguém, independente dos sonhos que fizeram pra mim e não perguntaram se eram meus também. Tou tentando, tentando ser, fazer o que acredito. E daqui em diante, o medo de não corresponder as expectativas vai ser de mim para comigo mesma. Obrigada.

Cuidado, é frágil.

sábado, 7 de novembro de 2009

Coração, com o amor tem que se ter cuidado. Quem inventou que ele suporta tudo? Suporta não, às vezes um descuido pode ser fatal. É preciso mãos de artesão, toque leve. Se muito machucado, quando não morre, fica em frangalhos, com ferida exposta e se torna em amor machucado. Daqueles amores que quase não se vê, impregnado de veneno dos dias qualquer.

um ano faz que tive a vida que sonhava...

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Nossas vidas se cruzaram em junho de 2008, quando recebi aquele sutil comentário aqui no Essência. De lá pra cá, aconteceu muita coisa entre nós. Trocamos comentários, depois foi a vez de trocar msn, adicionar no orkut.Conversas pelas noites adentro, descobertas de tantas coisas em comum, até rolar um climinha em uma de nossas conversas pelo messenger. Marcamos um cinema e assumo: eu me joguei, como diz você. Ainda bem. Ainda bem.
Tanta coisa aconteceu de lá pra cá... errei, mas acertei muito mais. E digo que se pudesse voltar atrás, repetiria toda nossa história e dessa vez apagaria os erros, as incertezas e te faria mais feliz, ainda mais feliz. Desde cedo já desconfiava da alegria que me esperava ao seu lado. E assim começamos a escrever nossa história, a mais linda que já escrevemos nessa vida. É, meu bem, dia 2 de novembro completamos um ano juntos. Um ano que demos nosso primeiro beijo e não desgrudamos mais. Um ano que eu tenho quem segura minhas mãos, quem dorme junto comigo, cuida de mim, me liga, manda msg. Um ano que o carinho é o mesmo - ou até maior. Um ano que sei o que é ser amada de verdade, de sentir isso em cada gesto. Um ano sem dúvidas que você me faz muito bem. Um ano que tenho alguém que brinca de sonhar junto, faz planos, é namorado de verdade. É amigo, amante, é meu ser lenitivo. Um ano, um ano que eu levanto da cama sabendo que não estou sozinha.

.Infelicidade também é vida.

sábado, 24 de outubro de 2009

Não sei o que acontece com quem vive exibindo sorrisos. Desconfio de quem não admite uma mísera infelicidade, de quem diz não ter um arrependimento na vida. Me impressiona quem declara não ter um vão no coração, quem diz não sangrar por nada.

Embora feliz na maior parte do tempo, meu coração foi feito de carne e sangra. Só posso acreditar que quem declara o contrário, tem coração de pedra. Na verdade, acho mesmo que existe gente que tem medo de tristeza, que a nega mesmo quando sente...e que covardia negar sentimentos.

Assim como felicidade, infelicidade também é vida e tem papéis diferentes na nossa caminhada. Aceito minhas tristezas, como aceito minhas alegrias. E não me sinto inferior por a infelicidade fazer parte em momentos. Sei que todo mundo sente, embora alguns insistam em esconder.

. De um projeto .

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Se não me falha a memória, tem um ou dois meses que em mente venho alimentando um projeto. No entanto, a falta de tempo e a cabeça focada em tantas outras coisas não me deixou nem ao menos fazer um rabisco. Documentar, o que seria inerente a organização dele, passou longe. Finalmente hoje, consegui caminhar com os primeiros passos, tropeçando ainda, cheia de dúvidas, porém curiosa e estudando.

Não contei a ninguém até então. Ontem ia conversar com Daniel , mas em meio ao seu aniversário faltou oportunidade. No final da noite estávamos exaustos, ficando pendente a conversa. Bem, por aqui vai continuar segredo por um bom tempo ainda, então deixa eu só falar que hoje pus no papel o que irá fazer parte do projeto, as partes iniciais, de como deve ser. Sei que pode levar meses e meses pra ser concluído e isso não me desanima. A respeito dele, posso falar mais uma coisa: tem cultura no meio.

No mais, prefiro não comentar. Apesar dos segredos, é algo que me identifico, que tenho pensado com carinho e espero que dê certo.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Numa dessas noites em que o inverno chegar, e o frio arrepiar minha pele, juro que vou embora. Deixo pra trás esse formigueiro de gente, filas permanentes em quase todos os lugares e o engarrafamento das maquininhas de quatro rodas.

Largo tudo que aceito por conveniência na minha vida. E faço só o que me faz bem, antes que seja tarde. Deixo marcada na pele aquela tatuagem de borboletas como expressão de liberdade e sigo caminho.

E se você quiser caminhar ao meu lado, o privilégio é todo meu, amor.